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--Fabiano Amorim - Administrador do site 19h50min de 6 de outubro de 2011 (UTC)


Descoberta de Cuba pelos Espanhóis Editar

Indígena

Esboço de uma mulher taíno, também conhecida como Arawak pelos espanhóis.

A ilha de Cuba foi descoberta pelos europeus com a chegada de Cristóvão Colombo, em 1492, que batizou a ilha de Juana, uma homenagem a um dos filhos do rei da Espanha. No entanto, o nome não vingou e o local ficou conhecido pelo nome nativo. Colombo morreu acreditando que Cuba fosse uma península do continente americano. A condição insular de Cuba foi esclarecida somente com explorações de Sebastián de Ocampo, que deu a volta completa à ilha em 1509, verificando a existência de nativos pacíficos e áreas para cultivar e aportar. A ocupação da ilha foi um dos primeiros passos para a colonização do continente pela Espanha.[1][2]

Quando da chegada dos espanhóis na ilha, em 1492, Cuba era habitada por povos indígenas. Esses povos foram bastante utilizados para busca e extração de riquezas materiais do país.

Nesse período a Espanha foi introduzindo em Cuba a propriedade privada. A forma pela se viabilizaram as relações entre exploradores e explorados foi o sistema denominado encomienda. Aos conquistadores se concedia um grupo de índios, os quais eram submetidos à tutela dos espanhóis. Segundo essa lei, os encomendeiros teriam que proteger os índios e dar-lhes instrução, porém adquiririam direitos de exigir determinados trabalhos dos mesmos. [3]

"A história demonstrou que os espanhóis cobraram todos os seus direitos e cumpriram poucas obrigações." (Rolando Buenavilla Recio)[4]

O enriquecimento dos colonizadores apoiou-se na submissão imposta aos nativos, interrompendo o processo autônomo das comunidades indígenas e implantando em Cuba o regime de servidão feudal. [3]

"Na América do século XVI, os espanhóis já aplicaram o princípio da ‘guerra buena’ contra os naturais, acusados hora de antropofagia, hora de sodomia." (Enrique Sosa Rodríguez e Félix Penabad) [5]

Como apontam muitos historiadores, no desembarque dos espanhóis a Cuba, havia na ilha cem mil indígenas e, após 50 anos, não passavam de cinco mil, dizimados em razão dos maus tratos, do contágio e da perda do interesse pela sobrevivência. E, com o tempo, as escassas manifestações de resistência encontraram defensores, entre eles Bartolomeu de Las Casas, mas a violência dos conquistadores não impediu as marcas dos aborígines na cultura e no caráter dos cubanos. [6]


DiegoVelazquezCuellar

Diego Velázquez de Cuéllar, conquistador de Cuba.

Carlos Manuel de Cespedes

Carlos Manuel de Céspedes é conhecido como Pai da Pátria em Cuba, tendo declarado a Independência de Cuba da Espanha em 1868.

Em 1510 Diego Velázquez desembarcou na ilha e fundou a vila de Baracoa. No mesmo ano a Espanha estabeleceu a Capitania-geral de Cuba, primeira administração da região, que englobava, além do território atual de Cuba, a Flórida e a Luisiana espanhola. Diego Velázquez foi governador da região até a sua morte, em 1524. Depois de Velázquez, aportaram em Cuba Pánfilo de Narváez e Juan de Grijalva, que não encontraram resistência dos indígenas. Ambos fundaram várias vilas, como San Cristóbal de Habana e, posteriormente, as de Puerto Príncipe (hoje Camaguey) e Santiago de Cuba, que foi a primeira capital cubana.[1]

Durante a colonização, a Espanha investiu em monoculturas de açúcar e tabaco, utilizando o sistema de plantagem, que no início contava com mão-de-obra escrava indígena. Cerca de trinta anos depois da chegada dos espanhois, a população indígena já havia se reduzido de 120 mil para algumas centenas, devido à vários fatores, como doenças, maus tratos e extermínio. Com a redução, a mão-de-obra começou a ficar excassa. Por isso Diego Velázquez, que havia dado início à exploração de minas, começou a substituir os nativos por escravos africanos, semelhante ao que ocorreu em outras colônias espanholas e portuguesas na América.[1][2]

Os primeiros movimentos em favor da independência da ilha datam do século XVIII, quando a Espanha exigiu monopólio na comercialização do tabaco cubano, em razão da valorização desse no mercado internacional. Os produtores de tabaco, conhecidos como vergueiros, se revoltaram, num movimento conhecido como Insurreição dos Vergueiros.[2] No século seguinte houve outros movimentos pró-independência, influenciados por movimentos semelhantes em outras colônias. Todos foram contidos pela administração colonial cubana, que não conseguia conciliar os interesses da elite local com os da Coroa Espanhola.[2]

A luta armada começou de fato em 10 de outubro de 1868, num movimento denominado Grito de Yara. O advogado Carlos Manuel de Céspedes, em 1868, organizou um movimento denominado "República em Armas". Essa revolta contou com o apio de várias nações americanas e dos Estaos Unidos, mas a Espanha continuou o seu domínio sobre a ilha. Posteriormente foi organizado outro movimento, liderado por Antonio Maceo, Guillermón Moncada, Máximo Gomes e José Martí, sendo que esse último é até hoje considerado um dos herois da independência cubana. A tática dos guerrilheiros foi ocupar faixas do litoral e alguns pontos considerados estratégicos. A Espanha tomou a iniciativa e realizou o que foi denominado reconcentración, que consistia em deixar famílias camponesas isoladas em campos de concentração.[2]

As lutas se estenderam até a intervenção dos Estados Unidos durante a Guerra de Independência Cubana, em 1868, fato considerado o estopim da Guerra Hispano-Americana. Com a derrota na guerra, em 10 de dezembro de 1898 a Espanha teve de reconhecer a independência de Cuba, além de ceder Porto Rico aos Estados Unidos, através da assinatura do Tratado de Paris. Entretanto, os EUA passaram a ter grande influência sobre o novo país, que foi governado durante quatro anos por uma junta militar que defendia os interesses estadunidenses.[1][2]

Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 Cuba: informações gerais. portalsaofranciso.com.br. Página visitada em 12/04/2011.

  2. 2,0 2,1 2,2 2,3 2,4 2,5 Independência Cubana. brasilescola.com. Página visitada em 12/04/2011.
  3. 3,0 3,1 Maria do Carmo Luiz Caldas Leite. Los Valientes: A formação de professores na escola secundária básica em Cuba (em português). Santos: Universidade Católica de Santos, 2006. p. 66-71.
  4. Rolando Buenavilla Recio et al.. Historia de la pedagogía en Cuba (em espanhol). La Habana: Pueblo y Educación, 1995. p. 2.
  5. Enrique Sosa Rodríguez e Félix Penabad. Historia de la educación en Cuba (em espanhol). La Habana: Pueblo y Educación, 1997. p. 125.
  6. Florestan Fernandes. Da Guerrilha ao Socialismo: a revolução cubana (em português). São Paulo: T.A Queiroz, 1979. p. 20.
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